Crianças brincando
batista filho
Vendo crianças correndo
sorrindo a brincar
como se brincar
fosse a razão de viver
lembro:
também já fui criança
a correr com o vento
apostando corrida
contra o tempo
e acreditando
ser possível
ganhar.
Nos seus olhinhos inquietos
vejo a vontade de conhecer
o mistério que se esconde
debaixo daquela pedra
tantas vezes levantada
para uma curiosidade
jamais saciada.
Não perdem tempo:
correm a brincar
sempre que têm oportunidade.
Na época dos ventos fortes
soltam pipas coloridas
levando os sonhos
bem para o alto
quase a sumir
de vista!
Transformam a casa
no que a imaginação permite
(se a chuva forte brincar lá fora
não permite).
Quartos e quintais viram florestas
desertos...
Vão à lua, singram mares bravios...
Num mundo de faz-de-conta
reinventam tudo que há.
E haja o que inventar!
O que é deixa de ser
vira outra alegria.
Nada se perde
nessa magia.
Vendo crianças correndo
felizes a brincar
como se brincar fosse a razão
de viver
lembro: também já fui criança
pedindo ao vento de Agosto
que me levasse para o alto
e me deixasse por lá
... senão muito tempo
o suficiente para ver
o que se esconde
atrás do horizonte.
... Tanto tempo.
Às vezes, parece
ontem...
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